Suspeitos de integrar rede do PCC continuam presos após Operação Blindagem

Dez investigados na Operação Blindagem permanecem presos preventivamente após audiências de custódia. A operação revelou uma rede criminosa ligada ao PCC em MS. [...]

Defesa contesta decisão e afirma que audiências ocorreram sem acesso aos autos e sem transparência

Dez investigados na Operação Blindagem permanecem presos preventivamente após audiências de custódia. A operação revelou uma rede criminosa ligada ao PCC em MS.

Todos os investigados conduzidos na Operação Blindagem continuam presos preventivamente após as audiências de custódia realizadas neste sábado (8), em Campo Grande. A decisão atinge dez pessoas detidas durante a ação do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que revelou uma rede criminosa ligada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e comandada de dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

A Operação Blindagem cumpriu 76 mandados judiciais em nove cidades sul-mato-grossenses e em outros dois estados. Foram apreendidas armas, munições, cheques de R$ 200 mil e grandes quantias em dinheiro. As investigações apontam que a organização criminosa atuava no tráfico interestadual de drogas, comércio ilegal de armas, usura e lavagem de capitais.

Falhas na Defesa

O advogado Marcos Ivan, que representa alguns dos presos, criticou a forma como as prisões ocorreram, alegando que os acusados não tiveram acesso ao conteúdo das investigações. Segundo ele, o procedimento é inconstitucional e impede o direito de defesa.

A defesa argumenta que o caso expõe falhas graves no cumprimento das garantias constitucionais, ressaltando que todo cidadão tem o direito de saber o motivo da sua prisão e de se defender. A defesa também destacou o estado de saúde de um dos acusados, que necessita de acompanhamento médico constante.

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