Gleisi Hoffmann criticou a indicação de Guilherme Derrite para relator do PL Antifacção, alegando viés eleitoral e prejuízo ao debate.
A nomeação do deputado Guilherme Derrite como relator do projeto de lei Antifacção na Câmara dos Deputados provocou reações imediatas. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou publicamente sua discordância com a decisão.
Em sua declaração, Gleisi Hoffmann argumentou que a escolha de Derrite, que ocupava o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo até recentemente, introduz um viés político-eleitoral no debate sobre o projeto. Ela enfatizou que, embora a indicação seja uma prerrogativa do presidente da Câmara, Hugo Motta, a decisão levanta questionamentos sobre a imparcialidade do processo.
O projeto de lei Antifacção, de autoria do Executivo, visa fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil. O governo Lula considera a proposta uma prioridade para enfrentar as organizações criminosas que controlam territórios e atividades econômicas em diversas regiões do país. Uma das principais medidas propostas é o aumento da pena para o crime de organização criminosa qualificada, que pode chegar a 30 anos de prisão.
Tramitação e Expectativas
Apesar das críticas, o presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a escolha de Derrite, argumentando que busca garantir uma tramitação técnica e ampla do projeto, com diálogo entre as diferentes bancadas. O governo federal, por sua vez, reafirmou seu compromisso de trabalhar no Congresso para que o interesse público prevaleça e a soberania nacional seja resguardada.