Declaração de Belém visa colocar populações vulneráveis no centro das políticas climáticas globais, propondo mudança na abordagem da crise.
A Cúpula do Clima, realizada em Belém, culminou com a aprovação da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas. O documento, assinado por 43 países e pela União Europeia, busca colocar as populações mais vulneráveis no centro das políticas climáticas globais.
A cúpula antecedeu a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que também ocorrerá em Belém.
A declaração propõe uma mudança fundamental na forma como a comunidade internacional aborda a crise climática, reconhecendo que seus impactos afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis. O texto ressalta que quase metade da população mundial não tem acesso à proteção social, e muitos dos excluídos estão entre os mais expostos aos impactos das mudanças climáticas.
O documento defende que o financiamento climático apoie meios de subsistência sustentáveis para agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos da floresta, garantindo que a ação climática gere empregos dignos e oportunidades econômicas para aqueles que estão na linha de frente da crise.