O cashback de impostos da reforma tributária beneficiará famílias de baixa renda, com maior impacto nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
A reforma tributária de 2025 introduziu o cashback de impostos, um mecanismo de devolução de tributos pagos pelas famílias de baixa renda. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) analisou os impactos regionais dessa medida, revelando que o benefício terá efeitos distintos na renda, dependendo da localidade.
O estudo aponta que o cashback pode aumentar a renda das famílias mais pobres em cerca de 10%, em média. No entanto, as regiões Centro-Oeste (12%), Sudeste (11%) e Sul (10,1%) devem experimentar um crescimento maior em comparação com o Norte (8,32%) e Nordeste (7,76%). Essa diferença se deve, em parte, aos níveis de consumo mais elevados nas regiões mais ricas.
Informalidade e Consumo
Outro fator que influencia a eficácia do cashback é a taxa de informalidade, mais alta no Norte e Nordeste. Como o benefício se aplica principalmente a compras formais com emissão de nota fiscal, uma parcela significativa do consumo das famílias de baixa renda nessas regiões, realizada em comércios informais, pode não ser elegível para o ressarcimento.
Apesar das disparidades regionais, o estudo do Ibre/FGV enfatiza que o cashback tributário é uma ferramenta valiosa para reduzir a desigualdade de renda em nível nacional. A medida garante a devolução de 100% do valor pago em Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e de 20% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em bens e serviços essenciais para famílias inscritas no CadÚnico.