Em outubro, a poupança teve mais saques que depósitos, totalizando uma retirada líquida de R$ 9,7 bilhões, segundo dados do Banco Central.
A caderneta de poupança registrou uma retirada líquida de R$ 9,7 bilhões em outubro, evidenciando um movimento de investidores em busca de alternativas mais rentáveis. O relatório do Banco Central (BC), divulgado nesta sexta-feira (7), detalha que os saques totalizaram R$ 361,6 bilhões, enquanto os depósitos ficaram em R$ 351,9 bilhões.
Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,4 bilhões, mas não foram suficientes para reverter o quadro negativo. O saldo total da poupança permanece acima de R$ 1 trilhão.
Este é o quarto mês consecutivo em que a poupança apresenta resultado negativo. Apesar de maio e junho terem registrado entradas líquidas, a tendência geral em 2025 tem sido de mais saques do que depósitos, acumulando uma retirada líquida de R$ 88,1 bilhões no ano.
Impacto da Selic
A taxa Selic, mantida em alta pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, é um dos principais fatores que influenciam essa dinâmica. A Selic elevada estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho, tornando a poupança menos atrativa.