Museu Afro do Rio celebra a influência das ‘macumbas’ na MPB

O Museu Afro do Rio promove evento sobre a influência da cultura afro-brasileira na MPB, com debates e música. [...]
Museu Afro do Rio celebra a influência das 'macumbas' na MPB
Foto: Agência Brasil

O Museu Afro do Rio promove evento sobre a influência da cultura afro-brasileira na MPB, com debates e música.

O Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), na Gamboa, Rio de Janeiro, sediou o encerramento do ciclo Malungagem, um projeto que explora a influência das religiões afro-brasileiras na Música Popular Brasileira (MPB). O evento, realizado nesta sexta-feira (7), promoveu debates e apresentações artísticas, celebrando a herança cultural afro-brasileira.

O projeto, idealizado pelo cantor e compositor Alê, teve como objetivo inicial criar uma ponte entre as filosofias religiosas e a música brasileira, valorizando a cultura dos terreiros e promovendo uma reparação simbólica. Alê, também Yawô do Ilê Omo Iya Ade Omin, destaca a importância da ‘malungagem’, termo que define como a reunião de descendentes de africanos que chegaram ao Brasil, celebrando a ancestralidade afro-indígena.

Debates e Participações

A programação do evento incluiu uma roda de conversa com nomes de destaque na cultura afro-brasileira, como Hosania Nascimento, fundadora do Quilombo Aquilah, Criss Massa, cantora e ativista, e Itana Gomes, museóloga e pesquisadora. Os debates abordaram a influência do axé na língua portuguesa, culinária, vestimenta e, principalmente, na música.

Criss Massa ressaltou que o samba não existiria sem o axé, destacando a origem das batucadas nos terreiros. Hosania Nascimento apresentou o projeto do Quilombo Aquilah, que leva o ensino de cânticos afro-diaspóricos para as escolas, buscando desmistificar e valorizar as tradições africanas.

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