Senador Contarato defende debate realista sobre segurança pública

O senador Fabiano Contarato defende um debate realista sobre segurança pública, criticando a romantização e defendendo penas mais duras para jovens infratores. [...]
Senador Contarato defende debate realista sobre segurança pública
Foto: Agência Brasil

Presidente da CPI do Crime Organizado no Senado critica romantização do tema e defende penas mais duras para jovens infratores.

O senador Fabiano Contarato defende um debate realista sobre segurança pública, criticando a romantização e defendendo penas mais duras para jovens infratores.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), recém-empossado presidente da CPI do Crime Organizado, defende uma abordagem mais pragmática e realista da segurança pública, especialmente por parte do campo progressista. Em entrevista exclusiva, Contarato criticou o que considera uma romantização do tema, defendendo a necessidade de penas mais duras para adolescentes que cometem crimes graves e questionando benefícios como a saída temporária de presos condenados por crimes violentos.

Contarato, que atuou por 27 anos como delegado da Polícia Civil, argumenta que a segurança pública não deve ser pauta exclusiva da direita ou de conservadores, mas sim um tema de interesse de todos os partidos políticos. Ele ressalta a importância de se colocar no lugar das vítimas da violência, como mães que perderam filhos para o crime, e defende que o endurecimento de penas para infratores é uma medida necessária para proteger a sociedade.

Endurecimento de Penas e Combate ao Crime

O senador também defende o aumento do período de internação para adolescentes que cometem atos infracionais com violência, equiparados a crimes hediondos ou tráfico de entorpecentes. Ele cita o caso de um jovem que, no Espírito Santo, matou quatro pessoas em uma escola e que, em breve, será liberado após cumprir apenas três anos de internação.

Contarato também abordou a questão da equiparação de facções criminosas ao terrorismo, defendida pela oposição. Ele não vê riscos de intervenção estrangeira no Brasil em decorrência dessa medida, e argumenta que é preciso dar uma resposta à população que sofre com a violência, especialmente nas comunidades mais pobres, onde o Estado está ausente e o crime organizado impõe suas regras.

O senador enfatiza que direitos humanos não se restringem à defesa de criminosos, mas abrangem a proteção de todas as pessoas, incluindo as vítimas da violência e os policiais que atuam no combate ao crime. Ele defende que o campo progressista deve repensar sua abordagem sobre o tema, desvinculando-se do estigma de defender apenas os direitos dos presos.

Contarato ressalta que a segurança pública é um direito de todos e um dever do Estado, conforme previsto na Constituição Federal. Ele se compromete a trabalhar para que a CPI do Crime Organizado produza resultados positivos em defesa da segurança da população, sem se deixar contaminar por disputas político-eleitorais.

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