Servidores são acusados de corrupção e facilitação de luxos e até fugas na unidade prisional de Ponta Porã.
Quatro policiais penais foram demitidos em MS por envolvimento em um esquema de venda de regalias dentro do presídio de Ponta Porã.
Quatro policiais penais de Mato Grosso do Sul foram demitidos após serem investigados por envolvimento em um esquema de venda de regalias dentro do presídio de Ponta Porã. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado.
Os servidores, Carlos Eduardo Lhopi Jardim, Maicon Thomaz Corrêa Alencar, Justo Aquino Navarro e João Xavier Martins Neto, eram alvos da Operação La Catedral, deflagrada em 2022. A operação apurou a facilitação de entrada de itens proibidos e regalias para os presos em troca de propina.
As investigações revelaram que os policiais penais recebiam dinheiro para permitir a entrada de bebidas alcoólicas, carnes, celulares, chuveiros elétricos e até móveis planejados nas celas. Além disso, o esquema também envolvia a facilitação de planos de fuga.
Durante a Operação La Catedral, foram apreendidos celulares, notebooks, computadores, documentos e R$ 47.100 em dinheiro. Sete veículos que estavam com os servidores também foram apreendidos e a origem lícita da compra será apurada.
Crimes Apurados
Os policiais penais estão envolvidos em crimes como associação criminosa, concussão, corrupção passiva e facilitação para entrada de celulares. Carlos Eduardo Lhopi Jardim, um dos demitidos, era o diretor do presídio de Ponta Porã na época das irregularidades.
A operação recebeu o nome de La Catedral em referência à penitenciária construída pelo narcotraficante colombiano Pablo Escobar, que era conhecida pelo luxo e mordomias oferecidas aos presos. Os policiais demitidos também responderão por processo administrativo e criminal.
A Corregedoria da Polícia Penal acompanha o caso.