Comitê de Política Monetária avalia cenário econômico e pode manter a taxa básica de juros em 15% ao ano.
O Copom se reúne para definir a Taxa Selic, com expectativas de manutenção no patamar de 15% ao ano, o maior em quase 20 anos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza sua penúltima reunião do ano para decidir sobre a Taxa Selic. A expectativa do mercado é que a taxa seja mantida em 15% ao ano, o patamar mais alto desde julho de 2006.
A decisão leva em conta a desaceleração da inflação, embora alguns preços, como os da energia, ainda exerçam pressão. A Selic permanece inalterada nas últimas duas reuniões, após sete aumentos consecutivos.
Cenário Econômico e Perspectivas
A ata da última reunião do Copom indicou que a Selic seria mantida em 15% ao ano por um período prolongado. A conjuntura econômica dos Estados Unidos e as tarifas impostas pelo país têm impactado mais a formação de preços do que questões estruturais internas.
A pesquisa Focus, que consulta analistas de mercado, aponta para a manutenção da Selic em 15% ao ano até o final de 2025 ou início de 2026. A inflação continua sendo uma incógnita, com o IPCA-15 de outubro registrando 0,18% e um acumulado de 4,94% em 12 meses.
A estimativa de inflação para 2025, segundo o boletim Focus, é de 4,55%.
A Taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. A taxa básica de juros influencia as demais taxas da economia e as negociações de títulos públicos.
O Copom se reúne a cada 45 dias para analisar o cenário econômico e definir a Selic.
O sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro, estabelece uma meta de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O Relatório de Política Monetária do Banco Central manteve a previsão de IPCA em 4,8% para 2025, mas essa estimativa pode ser revista.