Militantes de direitos humanos homenagearam o político e guerrilheiro em São Paulo.
Militantes de direitos humanos realizaram um ato em São Paulo para homenagear Carlos Marighella, 56 anos após sua morte durante a ditadura.
Militantes de direitos humanos realizaram um ato em São Paulo para homenagear Carlos Marighella, político, escritor e guerrilheiro, no 56º aniversário de sua morte. O evento ocorreu na Alameda Casa Branca, local onde ele foi executado por agentes da ditadura em 1969.
O filho de Marighella, Carlos Augusto Marighella, participou do ato e expressou sua admiração por Clara Charf, uma das esposas de seu pai e importante militante. Ele destacou a influência positiva de Clara em sua vida e sua dedicação à construção de uma sociedade melhor.
“O Marighella está vivo, mobilizando a juventude”, declarou Carlinhos, sobre a importância do legado de seu pai.
Maurice Politi, do Núcleo de Preservação da Memória Política, também discursou, descrevendo Marighella como “um dos maiores guerreiros do povo brasileiro” e ressaltando sua luta por um país mais justo e igualitário.
Legado e Resistência
Registros do Memorial da Resistência lembram que Marighella foi considerado o inimigo número um da ditadura. Ele foi deputado federal, mas teve seu mandato cassado.
Em 1968, fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN), de resistência armada contra o regime militar. Marighella foi assassinado em 1969, em uma emboscada.
O governo de Jair Bolsonaro chegou a censurar o filme “Marighella”, dirigido por Wagner Moura, atrasando sua exibição no Brasil. O filme só entrou em cartaz no aniversário de Marighella, após ter sido exibido em festivais internacionais.