Belém: A cidade palco da COP30 e suas raízes ancestrais

Belém, futura sede da COP30, tem uma história milenar como território Tupinambá, com conhecimentos ancestrais valiosos para as discussões sobre o clima. [...]

A capital paraense, que sediará a COP30 em 2025, possui uma rica história que remonta a milhares de anos, quando era habitada pelos Tupinambás.

Belém, futura sede da COP30, tem uma história milenar como território Tupinambá, com conhecimentos ancestrais valiosos para as discussões sobre o clima.

Belém, nomeada em 1616, antes chamada Mairi pelos Tupinambás, será a sede da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em novembro. A escolha da cidade amazônica destaca a importância do conhecimento ancestral para enfrentar os desafios climáticos globais.

O historiador Michel Pinho ressalta que a região é densamente povoada há 11 mil anos. Os Tupinambás, habitantes originais, possuíam profundo conhecimento da natureza, com domínio sobre pesca, cerâmica e plantio. Estudos arqueológicos indicam que esses grupos eram numerosos e organizados.

A Herança Tupinambá

A relação dos Tupinambás com o território, situado entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, garantia locomoção, proteção e alimentação. Apesar da colonização e dos conflitos, a ancestralidade de Mairi permanece viva no cotidiano da população, no cultivo do açaí e da castanha, no consumo de peixe e no manejo da floresta.

A língua tupi também resiste, presente em nomes de ruas e cidades vizinhas, além de palavras como ‘carapanã’. Essa herança cultural oferece uma perspectiva valiosa para os líderes mundiais que se reunirão na COP30, mostrando que a sustentabilidade está enraizada no passado e no respeito ao meio ambiente.

A COP30 tem a oportunidade de aprender com os povos originários, compreendendo que a derrubada não é a solução, e que o cuidado com as águas é fundamental.

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