Moradores e associações relatam cenas de horror após operação policial nos complexos da Penha e do Alemão.
Testemunhas descrevem execuções e torturas durante operação policial no Rio, classificando-a como 'carnificina'. Moradores relatam corpos mutilados e denúncias de rendição ignoradas.
A operação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, resultou em denúncias de execuções e torturas, sendo classificada como “carnificina” por moradores e associações. A Agência Brasil entrevistou testemunhas que auxiliaram no socorro às vítimas e remoção dos corpos.
O governo do estado contabiliza ao menos 119 mortos, tornando-se a operação mais letal da história da capital fluminense.
Para impedir a fuga de suspeitos, a polícia invadiu as comunidades e bloqueou acessos, resultando em confrontos violentos e relatos de tortura. Uma testemunha relatou ter encontrado corpos fuzilados, com mãos e dedos decepados, e até decapitados.
Moradores afirmam que vítimas se renderam antes de serem executadas, contrariando a versão oficial de confronto. O presidente da associação comunitária do Parque Proletário da Penha confirmou os relatos de tortura e execuções, descrevendo corpos deformados e mutilados.
Relatos de Horror e Questionamentos
O dono de uma agência funerária local também relatou o estado precário dos corpos, descrevendo a situação como uma “verdadeira chacina”. Mães de vítimas questionaram a operação, denunciando execuções de pessoas que já haviam se rendido.
A Operação Contenção, que mobilizou 2,5 mil policiais, resultou em 119 mortos, entre civis e policiais. O governo considera a operação um sucesso, alegando que os mortos reagiram com violência.
O secretário de Segurança Pública afirmou que desvios serão apurados, mas negou as execuções.