Médica se recusa a atender bebê reborn “gripado” em UPA de Várzea Grande

Uma médica em Várzea Grande (MT) recusou atendimento a um bebê reborn "gripado" em uma UPA, após uma mulher buscar cuidados para o boneco. [...]

Caso inusitado ocorreu quando uma mulher buscou atendimento para o boneco hiper-realista, alegando sintomas gripais.

Uma médica em Várzea Grande (MT) recusou atendimento a um bebê reborn "gripado" em uma UPA, após uma mulher buscar cuidados para o boneco.

Uma médica plantonista na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipase, em Várzea Grande (MT), teve uma surpresa ao ser chamada para atender um “bebê” com sintomas gripais. Ao chegar para o atendimento, descobriu que se tratava de um bebê reborn, um boneco hiper-realista que imita bebês de verdade.

A médica, Érika Baldo, especialista em atendimento infanto-juvenil, foi avisada pela equipe de enfermagem, mas inicialmente pensou que fosse uma brincadeira. A “mãe”, uma mulher na casa dos 20 anos, estava com o boneco no colo, embalado em uma coberta.

A médica explicou à mulher que não seria possível realizar o atendimento, pois o bebê reborn não possuía registro civil nem cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Eu fiquei bem em choque. Eu falei que não tem como atender sem passar pela triagem, sem ter cartão SUS e sem ter CPF”, relatou a médica.

A mulher estava acompanhada da mãe, que também estava gripada e aproveitou a ida à UPA para pedir que o “bebê” fosse consultado.

Erika cogitou que a situação pudesse se tratar de um surto psiquiátrico, mas como era domingo, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) não estava disponível. Após a negativa de atendimento, a mulher foi embora contrariada.

Repercussão

O caso inusitado gerou comentários nas redes sociais, com muitos internautas expressando surpresa e incredulidade com a situação. Alguns questionaram a atitude da mulher, enquanto outros defenderam a importância de respeitar os sentimentos e a individualidade de cada um.

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