Diretora-executiva da COP30 afirma que a licença não afeta a credibilidade do Brasil e promoverá discussões sobre combustíveis fósseis.
Ana Toni, da COP30, diz que licença para exploração na Margem Equatorial não prejudica credibilidade do Brasil e fomentará debate sobre energia.
A diretora-executiva da COP30, Ana Toni, declarou que a licença concedida à Petrobras para pesquisa exploratória na Margem Equatorial não compromete a posição do Brasil na COP. Segundo ela, a medida pode estimular um debate construtivo sobre o uso de combustíveis fósseis.
Toni ressaltou que a licença permitirá uma discussão mais ampla com a sociedade sobre a matriz energética desejada para o país. Ela comparou a situação atual com o debate sobre o desmatamento, que resultou em políticas públicas eficazes.
Debate sobre Energia
A diretora-executiva enfatizou que o Brasil tem cumprido suas obrigações no âmbito do Acordo de Paris e que o país está bem posicionado em termos de coerência em relação às mudanças climáticas. Ela acredita que o Brasil não precisa se defender por incentivar a exploração de recursos fósseis, pois é uma decisão soberana.
Ana Toni também abordou a participação de delegações na COP30, mencionando que 163 delegações já estão credenciadas e 132 têm acomodações garantidas. Ela comentou sobre os impactos do cenário internacional nas negociações climáticas, incluindo guerras militares e comerciais.
A diretora-executiva mencionou a possível participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na COP30, e o convite que o presidente Lula deverá reforçar durante encontros na Ásia. Ela garantiu que, caso Trump compareça, será tratado como qualquer outro negociador.