Deputada cobra investigação sobre morte de indígena em ação policial

A deputada Gleice Jane (PT) solicitou investigação sobre a morte de um jovem indígena em Dourados durante ação policial. [...]

Gleice Jane (PT) questiona despreparo e possível racismo estrutural na abordagem que vitimou jovem em Dourados.

A deputada Gleice Jane (PT) solicitou investigação sobre a morte de um jovem indígena em Dourados durante ação policial.

A deputada estadual Gleice Jane (PT) solicitou formalmente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul uma investigação rigorosa sobre a ação policial que resultou na morte do jovem indígena Júnior Concianza Severino, 24 anos, ocorrida em 16 de outubro na Aldeia Panambizinho, em Dourados.

A parlamentar argumenta que o caso expõe o despreparo dos agentes públicos, tanto do ponto de vista técnico quanto humanitário, visto que o jovem apresentava deficiência psicossocial e estava em sofrimento mental durante a abordagem.

“Em situações que envolvem pessoas em crise de saúde mental, a ação policial deve priorizar o diálogo e a preservação da vida. O uso da força letal contra um indivíduo desarmado e em sofrimento psíquico é inaceitável e incompatível com os princípios dos direitos humanos”, afirmou a deputada.

Gleice Jane também ressaltou que a vítima ser indígena Guarani e Kaiowá levanta preocupações sobre vieses discriminatórios e o impacto do racismo estrutural nas instituições. Ela lembrou alertas da ONU e da OEA sobre a vulnerabilidade dos povos indígenas diante da violência institucional.

Cobranças e Medidas Propostas

A deputada defende que o caso seja tratado como sintoma de falhas estruturais no sistema de segurança pública, exigindo apuração minuciosa e transparente pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública, além da responsabilização dos envolvidos e reparação moral à comunidade.

Gleice Jane cobrou ainda que o Estado reveja protocolos de atuação policial e invista em formação continuada, focando na capacitação para lidar com pessoas em sofrimento mental, formação intercultural para respeito às comunidades indígenas e fortalecimento de mecanismos de controle e participação social.

“Somente com políticas públicas de segurança baseadas no respeito à vida e na empatia será possível evitar a repetição de tragédias como a que vitimou Junior Concianza Severino”, concluiu a deputada.

Leia mais

Rolar para cima