Fux Afirma que Segurança das Urnas Eletrônicas ‘Nem Sempre é Apreciada’

Luiz Fux, do STF, declarou que a segurança das urnas eletrônicas nem sempre é apreciada, defendendo a prerrogativa do Congresso sobre o voto impresso. [...]
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Ministro do STF defende prerrogativa do Congresso de legislar sobre o voto impresso.

Luiz Fux, do STF, declarou que a segurança das urnas eletrônicas nem sempre é apreciada, defendendo a prerrogativa do Congresso sobre o voto impresso.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a segurança das urnas eletrônicas “nem sempre foi adequadamente apreciada”. A declaração ocorreu durante o julgamento da Primeira Turma da Corte sobre a condenação dos réus do Núcleo 4 da trama golpista do governo Bolsonaro.

Ao rebater a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal, Fux defendeu a prerrogativa do Congresso de aprovar uma lei para prever o voto impresso.

“Nem sempre a segurança da votação eletrônica é adequadamente apreciada. Portanto, a impressão do registro do voto não é retrocesso, não é fonte de desconfiança do processo eleitoral e decorre de uma escolha dos representantes eleitos”, afirmou o ministro.

Segundo a PGR, o Instituto Voto Legal foi usado pelo PL, partido de Jair Bolsonaro, para contestar o resultado do primeiro turno das eleições de 2022, alegando falsas fraudes nas urnas.

Votação no STF

O relator, Alexandre de Moraes, e o ministro Cristiano Zanin já votaram pela condenação dos acusados. Após Fux, os próximos a votar serão os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia.

Entre os investigados estão Ailton Gonçalves Moraes Barros, Ângelo Martins Denicoli, Giancarlo Gomes Rodrigues, Guilherme Marques de Almeida, Reginaldo Vieira de Abreu, Marcelo Araújo Bormevet e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha.

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