Tratamento de paciente com sinusite crônica e Covid-19 é interrompido por falta de antibiótico em Campo Grande

A motoentregadora Tereza Garcia Benevides, que trata sinusite crônica e testou positivo para Covid-19, teve seu tratamento interrompido pela falta do antibiótico Ceftriaxona na rede [...]

Medicamento Ceftriaxona está indisponível, inviabilizando a continuidade da terapia na rede pública.

A motoentregadora Tereza Garcia Benevides, que trata sinusite crônica e testou positivo para Covid-19, teve seu tratamento interrompido pela falta do antibiótico Ceftriaxona na rede pública de Campo Grande.

Motoentregadora Tereza Garcia Benevides teve seu tratamento interrompido devido à falta de um antibiótico essencial na rede pública de Campo Grande. A paciente, que enfrenta sinusite crônica e testou positivo para Covid-19, não conseguiu dar sequência à medicação Ceftriaxona após a alta hospitalar.

Inicialmente, Tereza recebeu uma dose do medicamento no Hospital Regional, mas foi informada de que o estoque era restrito a pacientes internados. Orientada a procurar outras unidades de saúde para um tratamento alternativo, ela descobriu que não poderia usar a amoxicilina, devido a uma alergia. A busca continuou em locais como o Centro Regional de Saúde (CRS) Aero Rancho e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Leblon, onde a falta da Ceftriaxona também foi constatada.

Diante da indisponibilidade na rede pública, a paciente foi aconselhada a adquirir o medicamento por conta própria, mas o custo se mostrou proibitivo. Cada ampola de Ceftriaxona custa mais de R$ 100, e a prescrição exige duas doses diárias, totalizando R$ 200 por dia, um valor inviável para ela. Uma assistente social, atendendo-a em uma das unidades, reforçou que a situação não era isolada e sugeriu que o caso fosse denunciado publicamente e levado ao Ministério Público.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) foi questionada por uma investigação jornalística sobre a escassez do antibiótico e o prazo para seu reabastecimento nas unidades de Campo Grande. No entanto, até o fechamento da matéria, não houve retorno ou posicionamento oficial sobre o problema que afeta a continuidade do tratamento de pacientes na cidade.

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