Ederson Xavier de Lima, o Boré, já detido, recebeu novo mandado de prisão preventiva como principal investigado na Operação Raspadinha do Crime.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Raspadinha do Crime, mirando Ederson Xavier de Lima, o Boré, líder de facção e de um esquema milionário de jogos ilegais em mais de 20 cidades.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Raspadinha do Crime nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, visando Ederson Xavier de Lima, conhecido como Boré, que é considerado líder de uma facção criminosa e de um vasto esquema de raspadinhas ilegais no estado. Um novo mandado de prisão preventiva foi expedido contra ele, que já se encontrava detido.
Boré, atualmente custodiado na Penitenciária Central do Estado (PCE), é apontado como chefe do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso e mentor do empreendimento fraudulento. As investigações indicam que ele coordenava as ações financeiras da organização, definindo diretrizes e utilizando uma conta bancária e chave Pix registradas em seu nome para as transações.
A rede criminosa, que se estendia por mais de 20 cidades do estado, possuía núcleos operacionais locais responsáveis pela distribuição dos bilhetes, recolhimento dos valores e controle da contabilidade das vendas. Este sistema foi cuidadosamente estruturado para preservar o anonimato da facção e dissimular a origem do dinheiro.
Em um período de apenas seis meses, o esquema movimentou mais de R$ 3 milhões, utilizando os bilhetes de raspadinha como fachada para lavagem de dinheiro e para financiar outras atividades criminosas, criando fontes de arrecadação paralelas ao tráfico e à extorsão.
A operação resultou no cumprimento de 21 mandados de prisão preventiva, 54 de busca e apreensão, 11 de bloqueio de contas e 25 de quebra de sigilo bancário e telemático. Além disso, foram sequestrados valores que superam R$ 1,1 milhão, conforme determinação do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop. A apreensão e destruição de centenas de bilhetes e banners de propaganda de raspadinhas também foram autorizadas e executadas.
Ederson Xavier de Lima havia sido preso em 28 de setembro, em uma praia de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, antes de ser novamente alvo da Polícia Civil de Mato Grosso. As ações foram realizadas em diversas cidades, incluindo Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, demonstrando a ampla capilaridade da organização criminosa.