Exposição de Flávio Cerqueira sobre o cotidiano da sociedade chega ao Rio de Janeiro

Com mais de 216 mil visitantes em outras capitais, a exposição 'Flávio Cerqueira - Um Escultor de Significados' chega ao CCBB RJ, no Rio de [...]
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Mostra 'Um Escultor de Significados' no CCBB RJ celebra 16 anos de carreira do artista e já atraiu mais de 216 mil visitantes em outras capitais.

Com mais de 216 mil visitantes em outras capitais, a exposição 'Flávio Cerqueira – Um Escultor de Significados' chega ao CCBB RJ, no Rio de Janeiro, até 2026.

Com mais de 216 mil visitantes em outras capitais, a exposição “Flávio Cerqueira – Um Escultor de Significados” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB RJ), no Rio de Janeiro, permanecendo aberta ao público até 18 de janeiro de 2026. A entrada é gratuita e a classificação, livre, marcando a primeira grande mostra individual do escultor na cidade. A iniciativa encerra um circuito que já passou por São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

O artista, que celebra 16 anos de carreira, reúne mais de 40 obras, incluindo três peças inéditas, concebidas após sua temporada paulista. Flávio Cerqueira se destaca por utilizar o bronze, um material historicamente associado a figuras públicas e momentos históricos, para retratar o cidadão comum e as nuances do cotidiano. Ele explica que seu objetivo é usar esse elemento nobre e duradouro para dar visibilidade às situações diárias das pessoas.

A inspiração para suas criações vem da observação do dia a dia, uma vez que sua família não tinha o hábito de frequentar exposições. Segundo o artista, seu trabalho aborda temas como humanidade, amor e sentimentos em diversas narrativas, proporcionando um panorama de situações que podem ser identificadas por qualquer pessoa. Ele ressalta que o público se reconhece nas obras, o que é evidenciado pelo grande número de visitantes.

A antropóloga, historiadora e curadora da exposição, Lilia Schwarcz, destaca a natureza democrática das obras, que permitem ao público se identificar a partir de múltiplos ângulos. Ela descreve as esculturas como “muito humanas”, capazes de expressar a subjetividade individual através de detalhes como sandálias, vincos de bermuda e dobras de camisa. Para Lilia, a obra de Flávio Cerqueira é generosa e usa diversos recursos para promover essa identificação.

Visando atrair um público mais amplo, o escultor dispõe algumas de suas peças em um jardim no hall de entrada do CCBB RJ. Essa estratégia busca convidar passantes que, por desconhecimento ou falta de costume, não costumam frequentar espaços culturais, mesmo os gratuitos. Flávio Cerqueira enfatiza a importância de criar uma ponte entre a sociedade e a arte, permitindo que pessoas sem instrução artística prévia possam compreender e sentir a exposição.

Em um reconhecimento à sua arte, o ministro da Educação, Camilo Santana, visitou a exposição em Brasília e convidou Flávio Cerqueira para desenvolver a escultura do Prêmio MEC da Educação Brasileira. Essa colaboração entre o artista e a curadora Lilia Schwarcz já ultrapassa 11 anos, com uma concepção de curadoria mais democrática, onde os textos das seções são elaborados pelo próprio Flávio. A curadora ainda elogia a originalidade de Flávio, um artista negro das periferias de São Paulo que escolheu trabalhar com o desafiador material do bronze, projetando-o como uma figura relevante na história da arte brasileira.

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