Conselho de Ética suspendeu o mandato do parlamentar sul-mato-grossense por 120 dias, após denúncias de obstrução e ofensas.
O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) teve o mandato suspenso por 120 dias pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por obstrução e ofensas.
Após ser acusado de obstruir a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e de proferir declarações consideradas difamatórias, o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) teve seu mandato suspenso por 120 dias, conforme decisão do Conselho de Ética. O parlamentar sul-mato-grossense se manifestou nas redes sociais, alegando ser vítima de perseguição política por parte do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A punição imposta a Marcos Pollon, confirmada nesta quarta-feira, é resultado de dois processos disciplinares. Segundo o Conselho de Ética, o deputado e outros parlamentares responderam por impedir o andamento das atividades legislativas durante um protesto no plenário. A sanção mais severa foi aplicada a Pollon devido às ofensas direcionadas a colegas e à presidência da Câmara.
Em um vídeo divulgado, Pollon classificou a suspensão como um “ato de perseguição política”. Ele mencionou um discurso realizado em Campo Grande, durante uma manifestação em 3 de outubro, onde criticou a aliança entre PL e PSDB para as eleições municipais de 2024. O deputado alegou que está sendo alvo de dois processos simultâneos, o que dificulta sua defesa, argumentando que as condutas pelas quais está sendo punido não estavam previstas no regimento interno da Câmara.
O parlamentar também mencionou a votação de urgência de um projeto de resolução que pretende alterar o regimento interno da Câmara para tipificar infrações como ofensas morais e obstruções físicas. Marcos Pollon, que se diz vítima de censura e perseguição, afirma que continuará recorrendo das decisões e denunciando o que considera “retaliação política”. Ele alega que suas falas foram motivadas pela defesa do povo e pela denúncia de fatos que muitos temem mencionar.