Em Bonito, secretário de Finanças é detido em operação contra corrupção

Edilberto Cruz Gonçalves, de 46 anos, é apontado como líder de esquema que fraudava licitações desde 2021, desviando mais de R$ 4,3 milhões, segundo o [...]

Operação Águas Turvas investiga fraudes em licitações e desvio de mais de R$ 4,3 milhões.

Edilberto Cruz Gonçalves, de 46 anos, é apontado como líder de esquema que fraudava licitações desde 2021, desviando mais de R$ 4,3 milhões, segundo o MPMS.

Em Bonito, Edilberto Cruz Gonçalves, secretário municipal de Administração e Finanças, foi preso nesta terça-feira (7) durante a Operação Águas Turvas, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). As investigações apontam Gonçalves, de 46 anos, como o líder de um esquema de corrupção e fraudes em licitações que operava no município desde 2021.

Além do secretário, outros dois servidores municipais também foram detidos na operação, que investiga crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A ação, coordenada pelo Gecoc com apoio da 1ª Promotoria de Justiça de Bonito e do Gaeco, cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em Bonito, Campo Grande, Terenos e Curitiba (PR).

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava dentro da administração municipal para fraudar licitações e direcionar contratos públicos de obras e serviços de engenharia para empresas ligadas aos investigados. As licitações eram manipuladas por meio de simulações de concorrência e exigências nos editais, favorecendo empresas específicas. Em troca, os servidores recebiam vantagens financeiras indevidas. O valor total dos contratos sob suspeita ultrapassa R$ 4,3 milhões, conforme o MPMS.

Entre os presos estão Luciane Cíntia Pazette, agente de contratações da Prefeitura de Bonito, e outro servidor municipal não identificado, que teria atuado na elaboração dos editais direcionados. O corretor de imóveis Luiz Fernando Xavier Duarte também foi preso em flagrante por posse ilegal de arma, mas foi liberado após pagamento de fiança e segue sob investigação. A Prefeitura de Bonito emitiu nota afirmando que colaborou com as autoridades e garantiu transparência no processo. Os presos foram encaminhados a unidades da Polícia Civil em Campo Grande e Bonito, e o processo segue sob sigilo judicial.

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