Operação integrada do governo estadual visa coibir a comercialização de bebidas irregulares e proteger a população contra intoxicação por metanol.
Operação do governo de MS combate comércio irregular de bebidas com metanol em 18 municípios. Ação visa proteger a população contra intoxicação.
Em resposta à comercialização de bebidas irregulares, o governo de MS realizou, no último fim de semana, uma operação integrada em 18 municípios, incluindo Três Lagoas e Ponta Porã. A ação, que também ocorreu em Campo Grande, teve como alvo boates, tabacarias e conveniências, com o objetivo de combater a venda de produtos que representam risco à saúde pública.
A força-tarefa, que contou com a participação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária, apreendeu diversas garrafas de bebidas vencidas ou sem comprovação de origem em uma casa noturna na capital. Os produtos irregulares foram descartados ou encaminhados à Receita Federal para investigação. O gerente do estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Na BR-262, autoridades apreenderam cerca de 900 quilos de garrafas vazias de whisky, que estavam escondidas em um caminhão sem a devida documentação fiscal. O material foi encaminhado à DECON para investigação de possível falsificação de bebidas. Além disso, o Procon/MS autuou os organizadores de um evento por diversas irregularidades, incluindo a falta de alvará sanitário e de informações sobre a meia-entrada.
Crhistinne Maymone, secretária de Estado de Saúde em exercício, ressaltou a importância da ação coordenada do governo para garantir a segurança sanitária e proteger a população. A SES mantém monitoramento contínuo dos casos suspeitos de intoxicação por metanol e oferece suporte técnico e científico 24 horas por meio do CIATox. A população é orientada a não consumir bebidas alcoólicas sem rótulo, de origem desconhecida ou adquiridas em locais não regularizados.
Até o momento, a SES registrou quatro casos suspeitos de intoxicação por metanol nos municípios de Campo Grande, Ladário, Rio Brilhante e Caarapó. A equipe técnica da Vigilância das Emergências em Saúde Pública e Vigilância Ambiental e Toxicológica da SES segue monitorando os casos e realizando a coleta de amostras.