Nicolas Calabrese, integrante da flotilha de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, denunciou agressões durante a ação de militares israelenses.
Nicolas Calabrese, da Flotilha Global Sumud, relatou violência na captura por militares israelenses, incluindo agressões à ativista Greta Thunberg.
Após a captura por militares israelenses, Nicolas Calabrese, integrante brasileiro da Flotilha Global Sumud, relatou ter sofrido violência, assim como outros ativistas. O relato do educador físico, que deveria retornar ao Brasil nesta segunda-feira (6) com chegada prevista ao Aeroporto Galeão às 19h, destaca a situação da ativista ambiental Greta Thunberg, que, segundo ele, foi particularmente afetada.
Calabrese, que também possui cidadania argentina e italiana, detalhou que os membros da flotilha foram humilhados e agredidos fisicamente. A Flotilha Global Sumud tinha como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.
De acordo com autoridades israelenses, cerca de 170 integrantes da flotilha foram deportados inicialmente para a Turquia e outros países. Um comunicado do Ministério das Relações Internacionais de Israel informou que 171 integrantes, incluindo Greta Thunberg, foram deportados para a Grécia e a Eslováquia. O governo israelense nega as acusações de violência, alegando que todos os direitos legais dos participantes foram respeitados e que o único incidente violento foi causado por um “provocador do Hamas-Sumud”.
O Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel informou ter sido notificado sobre a deportação, mas não recebeu detalhes sobre nomes e nacionalidades. Entre os integrantes da delegação brasileira que permanecem no sistema prisional israelense estão Thiago Ávila, Bruno Gilga e a deputada federal Luizianne Lins. Ávila e outros ativistas iniciaram greve de fome e sede em protesto contra a situação na Faixa de Gaza e a falta de tratamento médico adequado para alguns integrantes da flotilha.