Celebrado em 4 de outubro, religioso é um dos mais reverenciados da Igreja Católica e se tornou símbolo de luta ambiental.
Em 4 de outubro, celebra-se o dia de São Francisco de Assis, símbolo de luta ambiental e um dos santos mais reverenciados da Igreja Católica. Entenda sua história.
No dia 4 de outubro, celebra-se o dia de São Francisco de Assis, um dos santos mais reverenciados da Igreja Católica, que se tornou um símbolo da luta ambiental. Segundo pesquisadores, o santo passou a ser associado com a ecologia e os animais devido ao respeito que demonstrava por todos os seres. O frei Mario Tagliari, do Santuário São Francisco, em São Paulo, explicou que a relação de Francisco com a natureza é fraterna, pois todos foram feitos por Deus e são, portanto, irmãos.
Nascido entre 1181 e 1182 em Assis, na Itália, Giovanni di Pietro di Bernardone, mais tarde conhecido como São Francisco, cresceu em uma família burguesa. Contrariando as expectativas, ele renunciou à riqueza e dedicou sua vida aos pobres e à Igreja. Após um período de visões místicas e um retiro, Francisco abandonou os prazeres mundanos e abraçou uma vida de humildade e serviço.
Por volta dos 23 anos, Francisco começou a ter visões místicas. Um ponto de virada foi quando ele doou seu manto a um leproso e sentiu gratidão em seus olhos. Em 1208, fundou a Ordem dos Frades Menores, baseada nos princípios de serviço aos pobres e humildade. Sua postura questionava a riqueza e valorizava a pobreza, sendo visto como um reformador dos valores da Igreja Católica. Sua vida e obra são marcadas por múltiplas facetas, com relatos e narrativas que se entrelaçam ao longo dos séculos.
Apontado como o “celestre padroeiro dos cultores da ecologia” pelo papa João Paulo 2º, São Francisco deixou escritos de próprio punho, como o ‘Cântico das Criaturas’. O Papa Francisco, ao escolher seu nome, ecoou os princípios de São Francisco de Assis, buscando uma Igreja mais simples e próxima do Evangelho. O novo papa, Leão 14, parece estar dando continuidade ao trabalho de seu antecessor, conclamando a continuarem a defesa ambiental, e não tratarem isso como uma questão “divisiva”.