Usina libera água para conter plantas aquáticas no rio Pardo

Autorização do Imasul permite à usina hidrelétrica Assis Chateaubriand liberar água para mitigar o acúmulo de plantas aquáticas no rio Pardo. [...]

Medida visa reduzir concentração de macrófitas e preservar ecossistema local em Ribas do Rio Pardo.

Autorização do Imasul permite à usina hidrelétrica Assis Chateaubriand liberar água para mitigar o acúmulo de plantas aquáticas no rio Pardo.

A UHE Assis Chateaubriand, localizada em Ribas do Rio Pardo, a 96 km de Campo Grande, recebeu autorização do Imasul para realizar um vertimento controlado no rio Pardo, conforme divulgado nesta quinta-feira (2). A medida visa combater o acúmulo de plantas aquáticas flutuantes.

A ação foi motivada pela preocupação de proprietários de imóveis na região, que relatam a transformação de trechos do rio em um “tapete verde”, impedindo atividades de lazer como navegação e esportes náuticos. O advogado Maikon Roger Vargas de Araújo Calzolaio, representando 30 proprietários do Condomínio Parque das Águas, ingressou com uma ação popular na Justiça contra a usina e o Imasul, alegando falhas de fiscalização e ausência de medidas mitigadoras.

Segundo os moradores, a grande quantidade de plantas aquáticas no rio causou desvalorização das propriedades, que antes eram avaliadas entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão. Um dos proprietários relatou ter vendido recentemente seu imóvel por R$ 350 mil, valor inferior ao que pedia anteriormente (R$ 600 mil).

Alguns moradores, incluindo Luiz Cláudio Reis e Maikon Roger, suspeitam que o aparecimento das plantas possa estar relacionado ao início da operação da Suzano, uma indústria de celulose na região. A empresa informou que todos os resíduos industriais passam por tratamento antes de serem lançados no rio, garantindo que a qualidade da água devolvida seja mais restritiva que a exigida pela legislação. A Elera Renováveis, responsável pela usina, afirmou que monitora regularmente a situação e que a presença de macrófitas é natural em sistemas aquáticos, desde que dentro dos limites técnicos de controle.

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