Moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,3286, após ter atingido a mínima de R$ 5,2945 pela manhã.
Dólar fechou em leve alta, cotado a R$ 5,3286, impactado pela cautela fiscal interna e o "shutdown" nos EUA. Paralisação do governo americano adiciona ruído ao mercado.
Após romper o piso de R$ 5,30, o dólar à vista ganhou fôlego e fechou em alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3286 nesta quarta-feira, 1º de outubro. Segundo operadores, o ambiente de cautela, em face das incertezas sobre a votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda, limitou o interesse pelo real. Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, avaliou o dia como “atípico”.
A formação da taxa de câmbio refletiu o comportamento do dólar no exterior, marcado pelo início de uma paralisação parcial do governo dos Estados Unidos (EUA), o chamado “shutdown”, provocado pelo impasse orçamentário no Congresso norte-americano. Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, observa que a paralisação do governo dos EUA “sempre adiciona ruído político e aumenta a percepção de risco”.
O relatório ADP mostrou que o setor privado dos Estados Unidos cortou 32 mil empregos em setembro, contrariando as estimativas de criação de 50 mil vagas. A agência de estatísticas dos EUA suspendeu a divulgação de dados econômicos até que o impasse orçamentário seja resolvido, com chances de adiamento do relatório oficial de emprego (payroll), previsto para sexta-feira, 3. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse acreditar que a paralisação não será “tão longa”.
Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos, avalia que o eventual atraso na divulgação de indicadores como o payroll pode elevar a aversão ao risco e, assim, limitar a queda do dólar mesmo com a perspectiva de corte de juros nos EUA.