Golpe do Nudes: Líder de Organização Criminosa é Identificado em Campo Grande

A Polícia Civil identificou um homem suspeito de liderar um esquema de “golpe do nudes” que vitimou diversos moradores de Campo Grande. O Poder Judiciário [...]

A Polícia Civil identificou um homem suspeito de liderar um esquema de “golpe do nudes” que vitimou diversos moradores de Campo Grande. O Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva do suspeito, identificado como Eric Basso da Silva, apelidado de “Chapolin”, na última terça-feira.

As investigações apontam que o golpe, praticado desde 2023, envolve a criação de perfis falsos em redes sociais, comumente utilizando a imagem de uma jovem atraente. Após estabelecer contato com as vítimas, geralmente homens de meia-idade ou idosos, o perfil falso envia fotos íntimas e, posteriormente, exige pagamentos em troca de não divulgar as imagens.

A organização criminosa, sediada no Rio Grande do Sul, utilizava múltiplos perfis falsos para extorquir as vítimas. Inicialmente, um suposto familiar da “jovem” entrava em contato, alegando que a vítima causou danos emocionais e exigindo compensação financeira. Em seguida, um falso “delegado” acusava a vítima de pedofilia, intensificando a pressão para que pagassem altas somas de dinheiro.

Estima-se que o golpe tenha causado um prejuízo de mais de R$ 5 milhões às vítimas. A operação, conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF), em conjunto com o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Informáticos (DERCC) e a Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DPRCPE) do Rio Grande do Sul, revelou que Eric Basso, o “Chapolin”, já possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de entorpecentes.

Apesar de sua última residência ter sido localizada em Bento Gonçalves, Eric Basso encontra-se foragido. As investigações indicam que outras 14 pessoas, todas naturais ou residentes do Rio Grande do Sul, estão envolvidas no esquema de extorsão e integram a organização criminosa, com ligações à facção gaúcha “Bala na Cara” (BNC). Os criminosos teriam obtido contato entre si em áreas de domínio da facção ou durante passagens pelo sistema prisional.

A polícia apurou que Eric Basso teria contratado um detetive particular em Campo Grande para monitorar as vítimas, enviando fotos de suas rotinas e de seus familiares para mantê-las sob ameaça e garantir a continuidade da extorsão. As vítimas, identificadas como homens bem-sucedidos e com alto poder aquisitivo, eram selecionadas com base em suas informações e postagens em redes sociais.

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