O ex-deputado federal Edson Giroto (PL) foi protagonista de decisões judiciais contrastantes em Campo Grande. Enquanto uma ação referente ao Bioparque do Pantanal resultou em sua absolvição, outra, ligada à Operação “Lama Asfáltica”, culminou em sua condenação por improbidade administrativa.
No caso do Bioparque, a ação civil questionava suposto superfaturamento nas obras do então Aquário do Pantanal, durante a gestão de André Puccinelli (MDB). A acusação era de que Giroto e outros réus teriam autorizado pagamentos excessivos a uma empresa contratada para os serviços. Após análise, a Justiça considerou que não houve dolo por parte de Giroto e dos demais envolvidos.
Giroto celebrou a decisão, enfatizando que a análise dos fatos, depoimentos e provas demonstrou a ausência de intenção ilícita. Ele criticou a atuação de promotores de Justiça e lamentou o processo, mencionando o arquiteto Ruy Ohtake, que, segundo ele, teria sofrido profundamente com as injustiças do caso, culminando em um câncer linfático.
Na outra ponta, Giroto foi condenado em um dos processos da Operação “Lama Asfáltica”. Ele, juntamente com outros seis réus, incluindo o empreiteiro João Amorim, teria agido em conluio para obter vantagens indevidas no contrato de construção da rodovia MS-228, na região de Corumbá.
A condenação impõe a Giroto a restituição de R$ 305.904,35, perda da função pública , suspensão dos direitos políticos por 10 anos, proibição de contratar com o poder público pelo mesmo período e indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil.
Giroto se declara inocente neste caso e lamenta que o juiz não tenha considerado um laudo pericial que comprovaria sua inocência. Ele alega que o juiz desconsiderou perícia técnica existente, contrariando decisão do STJ. Apesar da condenação, o ex-deputado, que se declara pré-candidato a deputado federal, afirma estar “muito tranquilo”.