Criança Deficiente Sofria Maus-Tratos com Banho Gelado em Abrigo no Sul do Estado

Servidoras do município de Itaquiraí, distante 402 quilômetros de Campo Grande, são alvo de investigação por supostos maus-tratos contra uma menina de 6 anos, portadora [...]

Servidoras do município de Itaquiraí, distante 402 quilômetros de Campo Grande, são alvo de investigação por supostos maus-tratos contra uma menina de 6 anos, portadora de deficiência, residente na Casa de Abrigo Pequeno Príncipe.

A denúncia, encaminhada ao Conselho Tutelar da cidade através do Disque 100, aponta que as servidoras submetiam a criança a banhos com água gelada, mesmo em dias com temperaturas de 5°C, como forma de punição por urinar na cama durante a noite.

Relatos obtidos indicam que as servidoras justificavam a prática a colegas de trabalho, afirmando que o objetivo era ensinar a criança a controlar o hábito noturno. Irmãos da vítima, também abrigados na instituição, confirmaram aos conselheiros e autoridades que as cuidadoras frequentemente agarravam a menina com força, a jogavam na cama e, em algumas ocasiões, a seguravam pelos cabelos.

Uma das servidoras é funcionária concursada da prefeitura, enquanto a outra atua como convocada e, de acordo com a denúncia, possui laços familiares com figuras políticas locais.

No dia 25 de agosto, o prefeito Thalles Henrique Tomazelli decretou a formação de uma comissão para apurar as denúncias. O documento oficial ressalta a necessidade de proteger os direitos das crianças temporariamente acolhidas na casa lar e justifica a instauração da sindicância para investigar possíveis irregularidades.

A comissão investigativa é composta por três servidoras da Secretaria Municipal de Assistência Social e terá um período de 60 dias para concluir a análise do caso e recomendar as medidas a serem implementadas pela prefeitura.

Durante o curso das investigações, as duas servidoras foram afastadas de suas funções, mantendo seus salários. O período de afastamento coincide com o prazo estabelecido para a conclusão da sindicância.

A reportagem tentou contato com a prefeitura de Itaquiraí, sem sucesso até o momento da publicação. O espaço permanece disponível para eventuais manifestações futuras.

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