Incêndios em MS: Bombeiros Alertam para Perigos da Estiagem e Prevenção

Em Mato Grosso do Sul, o período de estiagem acende um alerta para o aumento do risco de incêndios em vegetação. O Corpo de Bombeiros [...]

Em Mato Grosso do Sul, o período de estiagem acende um alerta para o aumento do risco de incêndios em vegetação. O Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MS) intensifica os apelos à população, ressaltando que a prevenção é a chave para proteger vidas, lares e o meio ambiente em Campo Grande e em todo o estado.

Segundo o MAJ Teixeira, Subdiretor de Proteção Ambiental do CBM-MS, a colaboração da comunidade é crucial. Em áreas urbanas, evitar o descarte inadequado de lixo e o acúmulo de materiais inflamáveis em terrenos e residências são medidas preventivas importantes. O oficial enfatiza que, durante a seca, qualquer uso do fogo pode rapidamente se transformar em um incêndio fora de controle.

Os números revelam a dimensão do problema. De janeiro a julho de 2025, o CBM-MS atendeu 1.300 ocorrências de incêndios em vegetação em todo o estado, sendo 500 registros somente em Campo Grande. Maio foi o mês mais crítico na capital, com 188 atendimentos. Embora ainda significativos, os dados indicam uma redução em relação a anos anteriores, como 2021, quando a capital registrou 1.412 ocorrências e o restante do estado, 3.045.

Em áreas rurais, o uso do fogo, comum para manejo de pastagens, é estritamente proibido durante a estiagem. O oficial alerta que queimar folhas, lixo ou limpar pastagens neste período configura crime ambiental e eleva o risco de incêndios florestais.

A proteção de residências também requer atenção. Manter uma faixa de 60 centímetros de solo limpo ao redor da casa, seguida por uma área com grama de até 1,5 metro, e posicionar arbustos e árvores a distâncias seguras (50 cm e 7-8 metros, respectivamente) são medidas importantes. O fogo não se propaga apenas por contato direto com a vegetação; a irradiação de calor pode iniciar chamas em áreas distantes, representando ameaça para casas e moradores.

Os incêndios também têm impactos indiretos. A destruição da vegetação força animais peçonhentos a buscar abrigo em áreas urbanas, aumentando os riscos para a segurança e a saúde, especialmente de crianças e idosos. Além disso, as queimadas descontroladas prejudicam a biodiversidade, eliminando espécies sensíveis e dificultando a recuperação natural da vegetação.

A prevenção e o manejo consciente do fogo são essenciais para a proteção da população, a preservação de vidas e a conservação da biodiversidade.
A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98 estabelece punições para quem provoca incêndios em matas ou florestas. A pena pode ser aumentada se o incêndio ameaçar vidas, integridade física ou patrimônio. Queimar lixo em áreas urbanas também é crime.

A fiscalização é realizada pelo Imasul e pela Polícia Militar Ambiental, que usam monitoramento via satélite. Em áreas urbanas, a população pode acionar a Semadur pelo 156, a GCM pelo 153, usar o aplicativo Fala Campo Grande ou contatar a Decat.

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