Um policial militar do 8º Batalhão de Paranavaí, no noroeste do Paraná, é alvo de investigação interna após a divulgação de um vídeo que o mostra mantendo relações sexuais com uma mulher sobre o capô de uma viatura policial. O incidente teria ocorrido durante o horário de serviço do agente, que aparece fardado nas imagens. O vídeo foi divulgado em um de conteúdo adulto.
A Corregedoria-Geral da PM do Paraná iniciou a apuração do caso na sexta-feira (15), logo após a ampla circulação do vídeo. A investigação está sendo conduzida pelo núcleo de Maringá, e a instauração de um Inquérito Policial Militar (IPM) é esperada para apurar a conduta do policial.
A identidade do policial envolvido não foi oficialmente revelada. A Polícia Militar do Paraná informou, em nota, que está apurando “as circunstâncias do fato” e enfatizou que não tolera a conduta exibida nas imagens.
Posteriormente, a corporação comunicou que a Diretoria de Inteligência (DINT), com o apoio da Corregedoria-Geral, identificou o policial que aparece no vídeo. “A PMPR reforça que não compactua com condutas que afrontam os valores, princípios e normas que regem a instituição, nem com atitudes que possam comprometer a imagem da corporação perante a sociedade paranaense”, reiterou a nota oficial.
De acordo com relatos, o vídeo surgiu a partir de uma abordagem de rotina em uma área de canavial, onde o policial encontrou um casal. O procedimento inicial teria seguido os protocolos padrão, mas a situação se transformou rapidamente.
As imagens mostram a mulher sem roupas dentro de um carro, conversando com o policial, que tece elogios antes do início do ato sexual. O marido da mulher, presente no local, teria pedido permissão para filmar a cena, e o policial concordou.
A mulher alega que o vídeo foi publicado em um adulto com a autorização do policial militar, com o objetivo de comercialização. No entanto, ainda não há confirmação se o episódio se trata de uma situação real ou de uma encenação para obter visibilidade nas redes sociais.
O incidente gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre a ética e a legalidade da conduta de agentes públicos em serviço, especialmente considerando que o policial estava uniformizado, utilizava uma viatura oficial e se envolveu em um ato sexual durante o horário de trabalho.