O grupo douradense Brô MC’s, pioneiro do rap indígena no Brasil, lança nesta sexta-feira (8/8) o álbum “Retomada” dentro da Coleção Som Nativo, projeto idealizado pelo DJ Alok em parceria com a Unesco.
O trabalho reúne sete álbuns inéditos de diferentes etnias brasileiras e chega hoje às plataformas de streaming para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas.
Formado em 2009 por jovens das aldeias Jaguapirú e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, o Brô MC’s é composto por Bruno Vn, Tio Creb, Kelvin Mbaretê e CH, todos dos povos Guarani e Kaiowá.
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Com letras em português e guarani, o grupo mistura o hip hop à cultura indígena para falar sobre identidade, luta pela terra, resistência e os desafios vividos nas reservas.
A “Retomada” mantém a essência dessa trajetória, reforçando a presença e a voz do povo Guarani Kaiowá na música nacional.
Crédito: Reprodução/Instagram @bromcsoficial
O projeto, que conta com produção do Instituto Alok, preserva os arranjos originais das comunidades, sem intervenção criativa externa, garantindo a autenticidade das obras.
Além do Brô MC’s, participam da coleção artistas como Mapu Huni Kuin, Yawanawa Saiti Kaya, Wyanã Kariri Xocó, Guarani Mbyá, Kaingang e Guarani Nhandewa, e Rasu Yawanawa.
As músicas foram gravadas em idiomas nativos, compondo um retrato sonoro e cultural que valoriza a diversidade e a memória ancestral.
Crédito: Reprodução/Instagram @bromcsoficial
A Coleção Som Nativo integra as ações da Década Internacional das Línguas Indígenas (2020-2030) e tem toda a monetização revertida para os artistas participantes.
Com o lançamento, o Brô MC’s reforça seu papel de destaque no cenário musical e segue ampliando o espaço para a arte indígena nos palcos do Brasil e do mundo.
DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
Celebrado em 9 de agosto, é uma data global instituída pela ONU para destacar a importância das culturas e contribuições dos povos originários, ao mesmo tempo que promove a conscientização sobre os desafios que enfrentam.
O dia serve como um lembrete crucial da luta contínua por direitos, como a autodeterminação e a proteção de suas terras, e reforça a necessidade de combater o racismo e valorizar a vasta riqueza de conhecimento ancestral que essas comunidades detêm.
A data busca dar voz a esses povos e inspirar ações que garantam o respeito e a preservação de suas identidades e modos de vida.
