Liga Árabe Surpreende ao Condenar Hamas e Exigir Desarmamento em Gaza

Em uma reviravolta inesperada, a Liga dos Países Árabes expressou forte condenação ao ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas, e [...]

Em uma reviravolta inesperada, a Liga dos Países Árabes expressou forte condenação ao ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, perpetrado pelo Hamas, e solicitou o desarmamento do grupo, bem como a sua retirada do poder na Faixa de Gaza. A reação do Hamas não tardou, reiterando que “não abrirá mão da resistência”.

Esta postura inédita da Liga Árabe emergiu como signatária da declaração da Conferência Internacional da ONU, que defende a Solução de Dois Estados. A participação da organização, composta por 22 nações árabes, juntamente com a União Europeia, Brasil e outros 17 países europeus e ocidentais, assinala um significativo endurecimento no discurso da Liga Árabe em relação ao Hamas.

O documento conjunto explicita que “a governança, aplicação da lei e segurança em todos os territórios palestinos devem estar exclusivamente sob responsabilidade da Autoridade Palestina, com o apoio internacional adequado. (…) no contexto do fim da guerra em Gaza, o Hamas deve encerrar seu governo em Gaza e entregar suas armas à Autoridade Palestina, com o envolvimento e apoio internacional, em linha com o objetivo de um Estado palestino soberano e independente”.

A Conferência da ONU enfatizou a Solução de Dois Estados como o “único caminho” para a paz entre Israel e Palestina e planeja uma missão internacional em Gaza, após o estabelecimento de um cessar-fogo na guerra desencadeada pelo Hamas, que resultou na morte de aproximadamente 1.200 israelenses e no sequestro de 250 reféns. Desde então, o conflito já ceifou a vida de mais de 60 mil palestinos e gerou uma grave crise humanitária na região.

O documento também insta ao fim imediato das hostilidades e exige a libertação dos reféns israelenses ainda mantidos em cativeiro em Gaza, além da criação imediata de um comitê de transição de poder, assim que o cessar-fogo for implementado.

Em contrapartida, o Hamas reafirmou que a resistência palestina persistirá até que termine a “ocupação” israelense e seja estabelecido um Estado Palestino independente e plenamente soberano, com Jerusalém como capital.

A Conferência Internacional da ONU defende a unificação de Gaza e Cisjordânia, juntamente com Jerusalém Oriental, para formar uma Palestina soberana, governada pela Autoridade Palestina, em conformidade com a resolução da ONU de 1947.

O documento, composto por 42 itens divididos em quatro temáticas, destaca ainda o apoio aos esforços do Egito, Catar e EUA para restabelecer o cessar-fogo, a libertação de todos os reféns, a troca de prisioneiros, a retirada total das forças israelenses e a condenação de ataques contra civis por ambas as partes.

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