O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão para um fim do conflito na Ucrânia, estabelecendo o dia 8 de agosto como prazo final para um acordo entre Rússia e Ucrânia. A informação foi levada ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York, na quinta-feira, por um diplomata americano.
“Tanto a Rússia quanto a Ucrânia precisam negociar um cessar-fogo e uma paz duradoura. É hora de fechar um acordo”, declarou o diplomata, John Kelley, ao conselho. “O presidente Trump deixou claro que isso precisa ser feito até 8 de agosto. Os Estados Unidos estão preparados para implementar medidas adicionais para garantir a paz”.
O ultimato vem acompanhado de uma ameaça de tarifas punitivas. Trump afirmou que aplicará “tarifas severas” de 100% sobre produtos russos caso não haja um acordo até a data limite. “Estou dando 10 dias para o Putin a partir de hoje”, disse Trump nesta terça-feira, durante uma visita à Escócia.
O presidente americano já havia manifestado impaciência com a postura da Rússia, expressando decepção com Putin durante um encontro com o primeiro-ministro britânico. “Vou reduzir aqueles 50 dias que dei de prazo para um número menor, porque acho que já sei qual vai ser a resposta do que vai acontecer”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de um encontro com o líder russo para discutir o fim do conflito, Trump respondeu: “Não estou mais tão interessado em conversar com Putin”. Analistas internacionais apontam que tarifas dos EUA contra a Rússia podem gerar instabilidade no mercado global de petróleo, risco minimizado por Trump.
A Casa Branca confirmou que a taxa de 100% será imposta caso não haja cessar-fogo no prazo estabelecido. “Estamos muito, muito insatisfeitos, e vamos aplicar tarifas muito severas se não alcançarmos um acordo”, disse Trump durante um encontro com o secretário-geral da Otan. Desde o início da guerra, os EUA impuseram uma série de sanções econômicas à Rússia, o que dificultou o comércio entre os dois países. Apesar das restrições, os dois países ainda mantêm relações comerciais. Em 2024, o comércio bilateral somou US$ 3,5 bilhões, com a compra e venda de produtos como fertilizantes, metais e combustível nuclear.