O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a intenção de estabelecer tarifas entre 15% e 20% para países que não firmarem acordos comerciais com Washington. A declaração foi feita nesta segunda-feira, em meio a negociações comerciais com a China.
Caso a medida se concretize, o Brasil enfrentaria uma alíquota significativamente superior, já que a taxa imposta aos produtos brasileiros atinge 50%.
Trump expressou otimismo em relação à abertura de mercados por parte de outros países, citando acordos já firmados com a Indonésia, Filipinas e Japão, este último liberando a entrada de carros e arroz americanos.
Representantes dos Estados Unidos e da China retomaram as negociações em Estocolmo, buscando resolver disputas comerciais e estender uma trégua tarifária por mais três meses. A China tem até 12 de agosto para alcançar um tratado tarifário duradouro com os EUA, sob o risco de enfrentar novas turbulências nas cadeias globais de oferta e tarifas elevadas.
As negociações ocorrem após um acordo comercial entre os EUA e a União Europeia, que prevê uma tarifa de 15% sobre a maioria das exportações da UE para os EUA, incluindo automóveis. Analistas sugerem que as negociações entre EUA e China podem resultar em uma nova prorrogação de 90 dias da trégua tarifária, evitando uma escalada de tensões e facilitando um possível encontro entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping.
Há informações de que o governo Trump está pronto para impor novas tarifas setoriais que afetarão a China, inclusive sobre semicondutores e produtos farmacêuticos. Paralelamente, os EUA teriam suspendido restrições à exportação de tecnologia para a China, visando apoiar as negociações comerciais e a possibilidade de um encontro entre os presidentes.