Autoridades dos Estados Unidos e da China retomam negociações econômicas em Estocolmo nesta segunda-feira, buscando solucionar as tensões comerciais que persistem entre as duas potências. O objetivo principal é prorrogar a trégua comercial estabelecida anteriormente por um período de três meses.
O encontro tem como palco o Rosenbad, sede do governo sueco, no centro de Estocolmo, onde as bandeiras de ambos os países foram hasteadas. As negociações ocorrem em um momento crucial, com a China enfrentando o prazo de 12 de agosto para alcançar um acordo tarifário duradouro com o governo americano. Acordos preliminares foram estabelecidos em maio e junho, visando interromper a escalada de tarifas e resolver questões relacionadas a minerais de terras raras.
Caso não haja um acordo, a cadeia de suprimentos global poderá enfrentar novos desafios, com as tarifas dos EUA retornando a patamares elevados, o que poderia levar a um embargo comercial bilateral.
Analistas preveem uma possível prorrogação de 90 dias na trégua tarifária e no controle de exportações, o que evitaria uma nova escalada nas tensões e facilitaria a organização de uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping no final de outubro ou início de novembro.
O governo Trump planeja implementar novas tarifas setoriais que afetarão a China, inclusive sobre semicondutores, produtos farmacêuticos e outros produtos.
Recentemente, os EUA suspenderam restrições sobre exportações de tecnologia para a China, buscando evitar interrupções nas negociações e apoiar os esforços para garantir uma reunião entre os líderes. O departamento de indústria e segurança do Departamento de Comércio foi instruído a evitar medidas mais severas contra a China.
