O governo russo expressou um tom cauteloso, nesta terça-feira (22), véspera da terceira rodada de negociações diretas com a Ucrânia, indicando que não espera resultados extraordinários do encontro.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, descreveu a pauta de discussões como “complicada” e afirmou que “não há razão para esperar avanços milagrosos”. Durante uma coletiva de imprensa, o interlocutor do presidente Vladimir Putin também evitou estabelecer um prazo para um possível acordo que finalize o conflito na Ucrânia, que completou três anos em fevereiro.
Ainda nesta semana, autoridades russas sinalizaram que ambas as nações enfrentam um “trabalho árduo” devido a posições “diametralmente opostas” em relação às condições propostas para um cessar-fogo. Essas condições foram detalhadas em documentos entregues durante a segunda rodada de negociações diretas, no início de junho.
A abertura de um canal direto de negociação entre Ucrânia e Rússia foi resultado da pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou o desejo de alcançar um acordo rápido para encerrar o conflito após seu retorno à Casa Branca. No entanto, o próprio Trump reconheceu que a situação é mais complexa do que inicialmente previsto.
As duas primeiras reuniões foram consideradas infrutíferas, sem avanços significativos em direção a um cessar-fogo. Os resultados se limitaram a trocas de prisioneiros de guerra e corpos de soldados, além da apresentação dos memorandos com as condições de cada lado.
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