O Departamento de Estado dos EUA anunciou a demissão de 1.350 funcionários, compreendendo 1.107 servidores públicos e 246 membros do serviço estrangeiro alocados nos Estados Unidos. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, após uma decisão da Suprema Corte que derrubou um impedimento legal anterior.
A decisão da Suprema Corte permitiu que o governo prosseguisse com seus planos de reestruturação de departamentos e agências federais, que incluem demissões em massa. Os cortes no Departamento de Estado ocorrem três dias após essa deliberação judicial.
Segundo comunicado interno, a medida visa otimizar as operações internas do departamento e concentrar recursos nas prioridades diplomáticas. A administração alega que as reduções de pessoal foram cuidadosamente planejadas para impactar funções consideradas não essenciais, escritórios duplicados ou redundantes, e áreas onde se julga possível alcançar eficiências significativas.
A reestruturação anunciada é vista como um passo para alinhar a política externa dos EUA com a agenda “América em Primeiro Lugar”. Em fevereiro, foi emitida uma diretiva para que agências e departamentos governamentais se preparassem para reduzir a força de trabalho federal e eliminar escritórios e programas considerados incompatíveis com as prioridades da administração.
Embora a reorganização estivesse prevista para ser concluída até 1º de julho, o processo foi adiado devido a litígios em andamento. Há preocupações de que a redução de funcionários do serviço exterior possa prejudicar a capacidade dos EUA de defender e promover seus interesses no exterior, além de responder à assertividade de outros países.