Uma investigação chocante conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia apura o caso de uma adolescente de 17 anos suspeita de induzir um aborto, asfixiar um bebê prematuro e descartar o corpo em um lixão. A denúncia do ato infracional chegou à polícia no último domingo.
A adolescente, grávida de seis meses, foi localizada na residência de uma tia. As investigações apontam que o aborto e a subsequente morte do bebê foram filmados pela própria adolescente utilizando um telefone celular. A suspeita teria aguardado a ausência dos pais para cometer o ato. Após o procedimento, o recém-nascido teria sido descartado no lixo.
A data exata dos eventos ainda está sendo apurada, mas a polícia acredita que os vídeos foram gravados em abril.
Inicialmente, a adolescente negou ter provocado o aborto durante o interrogatório policial, mas posteriormente confessou o ato. Ela relatou ter utilizado um medicamento abortivo combinado com uma pomada vaginal. Segundo seu relato, o bebê foi expelido ainda vivo, juntamente com o creme vaginal.
A adolescente alegou que a decisão de realizar o aborto foi motivada pelo término do relacionamento e abandono por parte do namorado. As autoridades não conseguiram recuperar os restos mortais do bebê.
Após a confissão, a adolescente foi encaminhada à Delegacia da Criança e do Adolescente, onde foi instaurado um procedimento apuratório de ato infracional.
Por não haver flagrante, a adolescente não foi apreendida. Ela foi apresentada ao Conselho Tutelar e aos seus responsáveis. As investigações continuam em curso para determinar o local exato onde o corpo do bebê foi descartado.