Saúde investiga 10 casos prováveis de zika em Mato Grosso do Sul

Segundo dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, que contém informações atualizadas até o dia 23 de janeiro de 2025, a [...]

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya (Apurv013 | WikiCommons | Reprodução)

Segundo dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, que contém informações atualizadas até o dia 23 de janeiro de 2025, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) investiga 10 casos prováveis de zika vírus em Mato Grosso do Sul.

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Até o momento, 50% dos prováveis casos acometeram o público feminino, enquanto, os outros 50%, o público masculino. O maior número de contaminação aconteceu entre pessoas de etnia parda (50%), seguidas por pessoas brancas (40%) e por indígenas (10%).

Ainda conforme o levantamento, por faixa etária, os prováveis casos se dividem da seguinte maneira:

  • 80+: 1 caso;
  • 60 a 69 anos: 3 casos;
  • 20 a 29 anos: 3 casos;
  • 15 a 19 anos: 2 casos;
  • < 1 ano: 1 caso.

Saiba identificar os sintomas da doença

A infecção pelo vírus Zika pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, pode apresentar quadro clínico variável, desde manifestações brandas e autolimitadas até complicações neurológicas e malformações congênitas. Estudos recentes indicam que mais de 50% dos pacientes infectados por Zika tornam-se sintomáticos. O período de incubação da doença varia de 2 a 7 dias. Manifestações mais comuns:

  • Febre baixa (≤38,5 ºC) ou ausente;
  • Exantema (geralmente pruriginoso e maculopapular craniocaudal) de início precoce;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Cefaleia, artralgia, astenia e mialgia;
  • Edema periarticular, linfonodomegalia.

Além da manifestação clínica exantemática febril leve da infecção pelo ZIKV, o prurido é um sintoma importante durante o período agudo, podendo afetar as atividades cotidianas e o sono. Duas complicações neurológicas graves relacionadas ao ZIKV foram identificadas: Síndrome de Guillan-Barré (SGB), uma condição rara em que o sistema imunológico de uma pessoa ataca os nervos periféricos, e microcefalia, a manifestação mais grave de um espectro de defeitos congênitos. Gestantes infectadas podem transmitir o vírus ao feto e essa forma de transmissão da infecção pode resultar em aborto espontâneo, óbito fetal ou malformações congênitas, como a microcefalia. Deve-se ficar atento para o aparecimento de outros quadros neurológicos, tais como, encefalites, mielites e neurite óptica, entre outros.

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