Suspeita de incêndio em colchão é liberada em audiência de custódia em Campo Grande

A auxiliar de panificadora de 40 anos, presa após admitir ter ateado fogo em um colchão, recebeu liberdade provisória nesta quinta-feira (29) com medidas cautelares. [...]

A auxiliar de panificadora de 40 anos presa após admitir ter ateado fogo em um colchão para expulsar um idoso que morava no imóvel foi liberada em audiência de custódia nesta quinta-feira (29). A juíza Eucelia Moreira Cassal determinou que a suspeita mantenha o endereço atualizado, compareça mensalmente em juízo e não se ausente de Campo Grande. O alvará de soltura foi expedido e a mulher deixou a prisão.

A prisão ocorreu na noite de terça-feira (27), após ela confessar o ato. A ocorrência foi atendida por uma equipe do 10º BPM (Batalhão da Polícia Militar). No local, enquanto os militares conversavam com os bombeiros, a mulher se apresentou como responsável pelo incêndio. Em seguida, o marido dela chegou agitado e agressivo, exigindo aos gritos que a esposa fosse liberada. Ele teria desafiado os policiais para um confronto físico, afirmado ser o verdadeiro autor do incêndio e chamado os militares de "porcos". O homem foi encaminhado à delegacia, mas liberado.

Ao Midiamax, a assessora jurídica Valéria Alves dos Santos apresentou uma versão diferente. Segundo ela, a auxiliar é inocente e mentiu no momento da prisão para proteger o idoso. A defesa afirma que o idoso morava sozinho na casa no Jardim Centenário, tem problemas com álcool e teria ateado fogo para não deixar o imóvel, que pertence a outra pessoa. Para evitar que ele fosse preso, a suspeita teria assumido a culpa e inventado que colocou fogo no colchão para fazê-lo sair. "Eu posso afirmar que ela é inocente e só quis proteger o idoso. Para não deixar o local, ele colocou fogo. Todo mundo sabe a verdade. Se a Justiça não acreditasse nessa versão, não teria liberado ela", declarou.

Uma testemunha contou que o idoso invadiu o local há alguns meses. O proprietário descobriu a invasão, mas permitiu que o homem permanecesse temporariamente, por dois a três meses, até se estabilizar. Durante esse período, o idoso gritava dentro da casa e chegou a sair nu na rua. Recentemente, o casal demonstrou interesse no imóvel, mas o idoso se recusou a deixar o local. Na terça-feira, a auxiliar confirmou a versão e a autoria do incêndio, mas depois negou os fatos.

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