Mato Grosso do Sul tem 50,89% das reeducandas em atividades de trabalho

Dados de agosto de 2026 mostram que 599 das 1.177 mulheres custodiadas Em Mato Grosso do Sul exercem algum tipo de trabalho no sistema prisional. [...]

Em agosto de 2026, Mato Grosso do Sul registrava 1.177 mulheres custodiadas no sistema prisional. Dessas, 599 participavam de atividades laborais, o que corresponde a 50,89% da população prisional feminina. No conjunto da população prisional do estado, incluindo homens e mulheres, o índice de trabalho era de 36,46% no mesmo período.

As atividades oferecidas incluem trabalhos remunerados e não remunerados em unidades femininas dos regimes fechado e semiaberto. Entre as frentes estão oficinas industriais, produção de alimentos, artesanato e serviços diversos, viabilizados por convênios com empresas e órgãos públicos.

Entre os dias 7 e 9 de outubro, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) realizou visita técnica a presídios de Mato Grosso do Sul para conhecer projetos de trabalho e ressocialização da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). A comitiva reuniu representantes dos sistemas prisionais de São Paulo e do Paraná e passou pelo Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande, pelo Instituto Penal de Campo Grande e pelo Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.

No Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, a comitiva conheceu a oficina de produção de fraldas e absorventes do Projeto Dignidade Menstrual, desenvolvida em parceria entre a Senappen e a Agepen. A oficina conta com seis mulheres privadas de liberdade e produz aproximadamente 6,4 mil unidades por mês, destinadas às necessidades das mulheres nas unidades penais femininas do estado. Para o diretor de Políticas Penitenciárias da Senappen, Sandro Abel Barradas, o investimento em trabalho prisional contribui para o aprimoramento das Políticas Penais e para prevenir a reincidência criminal. A diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, afirmou que o projeto amplia a atenção às necessidades das mulheres e oferece oportunidades de aprendizado por meio do trabalho.

Durante a visita, os representantes conheceram ainda projetos de musicoterapia, com orquestra e coral, e um salão de beleza voltado à população LGBTQIA+ no Instituto Penal de Campo Grande. No Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, foram apresentadas a Horta da Esperança, que fornece hortaliças para consumo na unidade e doações a escolas públicas e instituições sociais, e a Padaria da Liberdade, que produz e distribui pães ao Mesa Brasil. Para Helena Maria, diretora da Penitenciária Feminina de Foz do Iguaçu, no Paraná, conhecer as iniciativas permitiu identificar experiências que podem contribuir para novas ações em seu estado.

Leia mais

Rolar para cima