O Aeroporto Regional de Dourados – Francisco de Matos Pereira será um dos destaques de um roadshow voltado a investidores interessados no pacote de concessão que inclui o terminal sul-mato-grossense. As inscrições para as reuniões individuais seguem abertas até esta sexta-feira, dia 16. Os encontros ocorrerão presencialmente na segunda-feira, dia 19, na sede da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), em São Paulo (SP), e de forma virtual na terça-feira, dia 20. A iniciativa busca aproximar o mercado do projeto antes da disputa pelo contrato.
As rodadas integram a repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília – Juscelino Kubitschek. Como pré-requisito, o vencedor do leilão terá de assumir a gestão de dez aeroportos regionais, sendo três deles em Mato Grosso do Sul. Além de Dourados, integram a lista os terminais de Bonito e Três Lagoas. A articulação é conduzida pelo MPor (Ministério dos Portos e Aeroportos), pela Anac e pela Casa Civil.
O certame está programado para o dia 17 de dezembro. O ministro do MPor, Tomé França, classificou o formato adotado como 'filé com osso'. Na prática, para ficar com o aeroporto da capital federal, a empresa interessada precisa assumir também operações deficitárias em cinco Estados. Os encontros com investidores servem para esclarecer dúvidas e ampliar o diálogo com o mercado antes do procedimento competitivo.
O vencedor da disputa assumirá o contrato já em andamento, reformulado sob novas regras, com vigência até 2037. Podem concorrer tanto a atual concessionária, Inframerica, quanto outros interessados. A repactuação prevê investimento de R$ 1,2 bilhão no Aeroporto de Brasília e R$ 857,8 milhões nos dez regionais. O montante de R$ 857 milhões, distribuído ao todo, será destinado a terminais de menor movimento.
A proposta reúne investimentos em um dos principais centros de conexão aérea do Brasil e melhorias em aeroportos regionais. A avaliação é de que o projeto contribui para a integração entre cidades, o desenvolvimento econômico e o fortalecimento da Aviação Civil brasileira. O custo operacional contínuo em terminais de baixo movimento, em localidades com infraestrutura limitada, é o principal desafio apontado no modelo.
No cenário local, outros temas também seguem em pauta. Entre eles estão o calendário de matrículas para o ano letivo de 2027 e casos de descontos indevidos que somam prejuízo de quase R$ 31 mil em aposentadorias. A agenda regional ainda abrange discussões sobre infraestrutura viária e ações de saúde pública.
Com informações douradosnews.com.br