O projeto Intervalo da Cidadania, que visa promover a inclusão e o respeito às diferenças, está presente em 20 cidades de Mato Grosso do Sul, envolvendo 30 escolas. Uma das instituições participantes é a Escola Municipal João Carlos Pinheiro Marques, localizada Em Ponta Porã, que neste ano se destacou por suas ações voltadas à acessibilidade. Os alunos têm se engajado em atividades que visam facilitar a comunicação e promover a autonomia de pessoas com deficiência.
Luana Nicole, aluna de 9 anos do 4º ano da escola, é um exemplo das lições aprendidas no projeto. Juntamente com seus colegas, ela desenvolveu um comunicador acessível utilizando uma placa de programação microbit, que permite a exibição de palavras como “água” e “banheiro” quando um botão é acionado. A iniciativa foi acompanhada por uma professora intérprete de Libras, mostrando a importância do trabalho em equipe e da inclusão no ambiente escolar.
Genaro Damião, também aluno do 4º ano e surdo, demonstrou entusiasmo ao ver seus colegas se empenhando em tornar as atividades mais acessíveis. A experiência não apenas enriquece o aprendizado, mas também fortalece a empatia e o respeito entre os estudantes. O Intervalo da Cidadania, que neste ano foca em inclusão e valorização das pessoas com deficiência e do transtorno do espectro autista (TEA), é um importante espaço para o desenvolvimento dessas habilidades.
A subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa com Deficiência da SEC, Laís Paulino, ressaltou a relevância do engajamento dos alunos e o compromisso dos educadores com a construção de uma escola inclusiva. O projeto, que também abordou o empoderamento feminino na edição anterior, busca sempre trazer questões práticas que estimulem a criatividade e a reflexão sobre o papel de cada um na sociedade.
A adesão de 30 escolas ao Intervalo da Cidadania reflete um esforço coletivo para transformar a educação em Mato Grosso do Sul, promovendo um currículo que respeita as diferenças e valoriza a diversidade. Os alunos não apenas aprendem sobre cidadania, mas também praticam o respeito e a inclusão no cotidiano escolar.
A continuidade do projeto nos próximos anos, com atenção especial para 2025 e 2026, promete expandir ainda mais as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para estudantes de todas as idades, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária.