Operação em Água Clara desmantela grupo responsável por R$ 7 milhões em tráfico de drogas

A operação cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, envolvendo ações em vários estados e resultando na apreensão de drogas e [...]

Uma operação coordenada entre diferentes estados, realizada em Água Clara, que fica a 192 quilômetros de Campo Grande, desmantelou uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 7 milhões com tráfico de drogas. A operação teve início nesta terça-feira (13) e contou com a participação de diversas instituições, entre elas a Secretaria da Segurança Pública do Piauí.

No total, foram emitidos 25 mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão, que estavam sendo cumpridos em simultâneo em várias localidades, incluindo Canto do Buriti, Caracol e São João do Piauí, além de Petrolina, em Pernambuco. O grupo criminoso enfrentava acusações não apenas de tráfico de entorpecentes, mas também de comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

A operação revelou uma estrutura bem organizada entre os membros da organização, com funções específicas ligadas ao tráfico, ao comércio de armamentos, logística e gestão financeira. A análise das contas bancárias dos líderes e de outros integrantes mostrou uma movimentação que superou a marca de R$ 7 milhões, o que levou a Justiça a determinar o bloqueio patrimonial para evitar a transferência de valores obtidos de forma ilícita.

Durante o desenrolar das atividades, foram apreendidos 16 kg de drogas, que incluíam cocaína e crack, bem como um revólver calibre .38 e munições. Estas apreensões são parte de uma estratégia mais ampla de combate às Ações Criminosas Organizadas no país, que busca neutralizar a atuação de grupos como o que foi alvo desta operação.

O sucesso da operação se deve a um trabalho que envolveu a identificação dos envolvidos por meio de uma combinação de análise de campo, inspeções em dispositivos eletrônicos e o cruzamento de informações obtidas durante investigações. A coordenação ficou a cargo da Delegacia Seccional de Canto do Buriti e do Draco (Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas).

A operação foi ainda apoiada por várias entidades de segurança, incluindo a DIP (Diretoria de Polícia do Interior), a SOI (Superintendência de Operações Integradas), a Feisp (Força Estadual Integrada de Segurança Pública), a DOT (Diretoria de Operações de Trânsito), e a Core (Coordenadoria de Recursos Especiais). Além disso, colaboraram na ação as delegacias Seccionais de Uruçuí, Floriano, São João do Piauí e São Raimundo Nonato, o 28º Bopaer (Batalhão da Polícia Militar), além do Denarc (Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico) de Petrolina e da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

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