Dois homens, integrantes de uma organização criminosa, foram condenados a penas somadas de 47 anos de reclusão em Três Lagoas. As sentenças, de 26 e 21 anos, foram determinadas após a comprovação de sua participação em homicídio qualificado, integração em facção armada e ocultação de cadáver. Os crimes ocorreram em fevereiro de 2018, em um episódio que envolveu a execução de uma vítima de 23 anos, acusada de ter um relacionamento sexual com uma menor.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) detalhou que a vítima foi sequestrada em sua residência após a mobilização de membros da facção criminosa, que se organizaram para um “tribunal do crime”. Parentes da menor, que tinham laços com a facção, foram os responsáveis por acionar os criminosos. Após horas em cativeiro, a vítima foi assassinada com um corte no pescoço, e seu corpo foi ocultado em uma área de eucaliptos próxima a uma rodovia.
A denúncia do MPMS mencionou que um total de 12 acusados estiveram envolvidos no crime, atuando de maneira coordenada e com divisão de tarefas. O grupo manteve comunicação com lideranças encarceradas e outros comparsas nas ruas por meio de conferências telefônicas, o que evidencia a estrutura organizada da facção criminosa.
O caso revela não apenas a brutalidade dos crimes cometidos, mas também o funcionamento das facções criminosas que atuam em Três Lagoas, a 325 quilômetros de Campo Grande. O envolvimento de múltiplos criminosos e a utilização de estratégias para execução e ocultação do crime demonstram a complexidade da situação de segurança na região.
Com a condenação, a Justiça busca enviar uma mensagem clara sobre a severidade das penas para crimes relacionados a facções e homicídios qualificados. O caso deve servir como um alerta para ações futuras no combate à criminalidade organizada, que ainda é um grande desafio para as autoridades locais e estaduais.