Uma clínica localizada na região central de Campo Grande, especializada em emagrecimento, foi alvo de uma operação de fiscalização nesta quinta-feira (8). O local foi denunciado por supostamente utilizar medicamentos adquiridos no Paraguai. Durante a ação, equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) e da Vigilância Sanitária apreenderam tirzepatidas falsificadas.
Os responsáveis pela clínica não foram encontrados no momento da fiscalização. As equipes descobriram que o estabelecimento não possui equipe médica qualificada para a aplicação dos medicamentos, além de terem sido apreendidos lotes dos emagrecedores suspeitos. Uma inquilina mencionou estar enfrentando problemas com a proprietária do prédio, que teria acumulado dívidas relacionadas ao aluguel e contas de serviços públicos.
Essa não é a primeira vez que clínicas de emagrecimento em Campo Grande são alvo de ações de fiscalização. Em maio deste ano, outra clínica foi inspecionada e mais de mil medicamentos vencidos e impróprios para consumo foram apreendidos. A denúncia que levou àquela fiscalização partiu do laboratório farmacêutico Eli Lilly, que apontou publicidade enganosa relacionada ao uso de um medicamento de sua patente.
Naquela ocasião, o Procon-MS (Secretaria Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor) confirmou a prática de publicidade enganosa, já que a clínica estava promovendo o uso da marca Mounjaro, mas as equipes encontraram apenas produtos denominados tirzepatida, o que poderia confundir os consumidores. É importante destacar que a tirzepatida é o princípio ativo do medicamento, enquanto Mounjaro é a marca comercial associada.
Além disso, durante a fiscalização, foi identificado que o alvará de localização e funcionamento da clínica estava vencido desde 15 de fevereiro. A situação levanta preocupações sobre a segurança e a legalidade das operações realizadas por estabelecimentos de saúde e bem-estar na região.