Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil deu início a uma série de diligências, que incluíram investigações de campo, consultas a fontes abertas, requisições a empresas de telefonia e financeiras, além de oitivas de testemunhas. Durante as primeiras investigações, os policiais compareceram ao endereço indicado pela suposta acompanhante e descobriram que os moradores não conheciam a pessoa mencionada. Um residente relatou que um homem já havia visitado o local anteriormente em busca da mesma mulher, levantando suspeitas sobre a utilização do endereço como parte do esquema para atrair novas vítimas.
As investigações revelaram que o número telefônico associado à falsa acompanhante estava vinculado a anúncios em várias cidades e estados, incluindo Minas Gerais, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Esse tipo de crime, conhecido como “Golpe da Falsa Acompanhante” ou “golpe do falso cafetão”, tem se espalhado pelo país, envolvendo grupos estruturados que realizam extorsões através de ameaças e uso de dados pessoais das vítimas.
Diante da gravidade da situação, a 3ª Promotoria de Justiça de Naviraí formalizou a denúncia contra os cinco indiciados. A repetição desse padrão criminoso em diversas localidades do Brasil ressalta a importância de as vítimas não realizarem novos pagamentos sob coação e de preservarem todas as evidências, como mensagens, áudios e comprovantes. O registro imediato das ocorrências aumenta as chances de rastrear contas e linhas telefônicas utilizadas pelos criminosos.
Com informações tanamidianavirai.com.br