Mato Grosso do Sul registra maior índice de abstenção no 1º turno das eleições de 2026

Com 23,87% de abstenção, Mato Grosso do Sul teve o maior índice do País no primeiro turno das eleições de 2026, superando estados como Rio [...]
Mulher em frente a uma sala de aula identificada.
Uma mesária aguarda em frente à seção eleitoral durante o dia de votação.

No primeiro turno das eleições de 2026, Mato Grosso do Sul apresentou a maior taxa de abstenção do Brasil, atingindo 23,87%. De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, 483.210 eleitores não compareceram às urnas no Estado, o que corresponde a quase um em cada quatro eleitores habilitados.

O comparecimento total no Estado foi de 76,13%, indicando que 1.541.220 pessoas votaram. A taxa de abstenção em Mato Grosso do Sul superou a de outros estados, como o Rio de Janeiro, que registrou 23,33%, e Minas Gerais, com 22,82%. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, Carlos Eduardo Contar, afirmou que o índice de abstenção ficou dentro da média histórica, apesar das condições climáticas adversas, como a chuva.

Em termos absolutos, São Paulo teve o maior número de ausentes, com 7,68 milhões, seguido por Minas Gerais com 3,73 milhões e o Rio de Janeiro com 2,99 milhões. No contexto nacional, a abstenção alcançou 21,07%, a mais alta desde 1998.

A análise dos dados históricos mostra um aumento contínuo na taxa de abstenção a cada eleição geral desde 2006. Em 2010, a abstenção foi de 16,8%, subindo para 18,1% em 2014 e 20,3% em 2018. No último pleito de 2022, 20,95% dos eleitores não compareceram, refletindo uma tendência de crescimento.

A série de dados também revela que, em números absolutos, a quantidade de eleitores que não votaram aumentou. Em 2010, foram cerca de 24,6 milhões de ausentes, número que cresceu para 32,7 milhões em 2022. Para 2026, o total de abstenções ultrapassou 33,4 milhões.

A abstenção se refere à ausência do eleitor no dia da votação e não inclui votos em branco ou nulos. A análise do perfil dos eleitores que não votam indica que a abstenção é maior entre indivíduos com baixa escolaridade, sendo que, em várias faixas etárias, os homens tendem a faltar mais do que as mulheres.

Com informações campograndenews.com.br

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