Advogado investigado por vazar informações é ouvido pelo Gaeco em MS

Amilton Ferreira de Almeida, advogado preso sob suspeita de vazar informações sobre operação policial, é interrogado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime [...]

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realiza nesta segunda-feira (5) o interrogatório do advogado Amilton Ferreira de Almeida, preso pela suspeita de vazamento de informações relacionadas à Operação Infiltrados. A detenção ocorreu na última terça-feira (29), durante a Operação Obstructio, que visa combater desvios de drogas apreendidas por agentes de segurança.

Amilton passou por audiência de custódia no dia 30, quando a Justiça decidiu manter sua prisão. Atualmente, ele encontra-se detido no Presídio Militar. O advogado atuava na defesa do delegado Hoffman D’Ávila Candido e Souza, que foi preso no dia 24 sob a acusação de liderar um esquema de desvio de entorpecentes pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

As investigações apontam que Amilton teria repassado informações confidenciais sobre a operação ao delegado, facilitando ações ilegais. Assim, tanto o advogado quanto o delegado estão sendo ouvidos para esclarecer as circunstâncias que cercam o caso. O Gaeco segue na busca por evidências sobre o envolvimento de servidores públicos em práticas ilícitas.

A Operação Infiltrados, iniciada em outubro de 2025, investiga um esquema de desvio de drogas, principalmente cocaína, que eram supostamente retiradas de registros policiais para serem comercializadas ilegalmente. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) afirmou que os policiais envolvidos eram responsáveis por omitir ou subtrair drogas apreendidas, permitindo sua reinserção no mercado de entorpecentes.

Entre 2021 e 2026, um grupo de policiais civis, segundo as apurações, se valia de suas posições para desviar os produtos ilegais, com um fluxo definido de informações e ações criminosas. As operações resultaram em 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados e Terenos.

No desenrolar da Operação Infiltrados, o delegado Hoffman d’Ávila Cândido e Souza não estava em sua residência no momento da abordagem, tendo se apresentado à Corregedoria da Polícia Civil horas depois, acompanhado do advogado Amilton Ferreira de Almeida. A situação resultou no afastamento compulsório do delegado um dia após sua apresentação ao órgão competente.

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